quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Dependência por objetos

Os objetos sempre estiveran presentes no nosso cotidiano, o que nos torna dependentes dos mesmos, por facilitarem, e muito, nossas tarefas diarias. Esse tipo de dependencia altera a compreensão inicial de que o homem comanda a criação. O objeto de tornou tão importante que boa parte das pessoas não conseguem viver sem eles. O texto de Vilém Flusser "Animação Cultural", deixa esse processo bem evidente, utilizando de uma metáfora, ele cria um personagem, a mesa, pra falar sobre a importância dos objetos e sua superioridade aos humanos.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Oficina de Fotografia Digital

Nos dias 12, 13 e 14, tivemos a oportunidade de elaborar e ministrar oficinas na Escola  CAIC, ligados as nossa disciplinas de Arte Brasileira II, Teoria e Critica da Arte e Didática. Trouxemos como tema a fotografia digital, onde explicaríamos o inicio da representação da imagem, levando em conta o autorretrato.
No primeiro momento, as coisas não deram muito certo, pois, o pendrive de minha colega tinha corrompido, e todo o material que tínhamos para apresentar para os alunos foi perdido, mas, por sorte tínhamos um plano B, que seria iniciarmos com atividades práticas. As atividades consistiam, primeiramente, que os alunos tirassem autorretratos, da forma que eles se sentissem mais seguros e a vontade.
Depois de um pequeno bate-papo, pedimos pra eles que tirassem fotos de coisas que passassem despercebidas por eles, que nunca haviam prestado a atenção, primeiro dentro da sala e depois levamos eles para fora, divididos em grupos. Alguns conseguiram captar o objetivo da atividade de primeira, os outros com alguns conselhos foram conseguindo também.
No segundo dia, mostramos o material que tínhamos preparados pra eles no primeiro dia, pra que pudessem entender mais o assunto com exemplos. Porém, antes disso, tive que começar a aula, sozinho, e eu não tava muito preparado, tive que improvisar o que fazer, foi o momento mais difícil pra mim. Mas deu tudo certo depois, mostramos o material preparado, repetimos as atividades do primeiro dia, mas com o objetivo um pouco diferente.
No ultimo dia, fizemos alguns jogos com eles, pois queríamos algo mais interativo, queríamos que eles tivessem uma participação maior.




   O ultimo dia foi separado para jogos, fizemos um novo tipo de jogo da velha, pedimos que fizessem o desenho de uma foto que trouxemos e o desenho de uma de suas fotos, depois fizemos uma pequena competição desenho, ganharia quem conseguisse desenhar a obra de arte apresentada em menos tempo. Foi o momento de descontração e aproximação.







Essa primeira experiencia de ministrante, de professor, foi incrível, amedrontadora, empolgante e varias outras coisas. Ser chamado de professor, se sentir um verdadeiro professor, os sentimentos dos alunos passados pra gente ao final do curso, mostrando que tudo valeu a pena, foi muito legal. Essa oficina só firmou minha vontade de querer ser um professor, e que quero continuar no curso. Estou preparado para novas experiencias como essa. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Foto no escuro

Durante a aula, o professor sugeriu que fizéssemos uma atividade, onde formaríamos duplas que uma pessoa ficaria vendada, tirando fotos no escuro, e a outra cuidaria dela para não se machucar em nenhum obstaculo do caminho, e depois mudaríamos de posição, quem estava as cegas, seria o ajudante, e quem tava ajudando ficaria as cegas. Foi uma atividade bem diferente, onde exercitávamos os sentidos e a confiança. Após a atividade selecionaríamos as "melhores", e tentaríamos fazer parecidas. Abaixo as fotos: 

Resultado das fotos as cegas:







Resultado após a atividade:







Fotos: Philipe Farias

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sobre: Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Nasceu na cidade de Capivari (interior de São Paulo), em 1 de setembro de 1886.

Tarsila
Tarsila do Amaral teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, o que não resultou para a artista em amarras estéticas ou imposições formais. Muito pelo contrário, a formação acadêmica só reforçou a singularidade da cultura popular brasileira para Tarsila. 
É essa cultura que seria reinterpretada e redescoberta à luz do modernismo brasileiro. Tarsila do Amaral é peça chave do movimento modernista, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia. 
AUTORRETRATO (MANTEAU ROUGE), 1923, óleo sobre tela, 73x60,5 cm

Tarsila fez mais de 270 quadros entre os finalizados, inacabados e os dos últimos anos. O número não é grande para quem viveu 86 anos. Mas ela mesma se dizia preguiçosa e sabemos que era extremamente perfeccionista.
A NEGRA, 1923, óleo sobre tela, 100x80 cm

No final da década de 1920, Tarsila criou os movimentos Pau-Brasil e Antropofágico. Entre as propostas desta fase, Tarsila defendia que os artistas brasileiros deveriam conhecer bem a arte europeia, porém deveriam criar uma estética brasileira, apenas inspirada nos movimentos europeus.

Movimento pau-brasil
O movimento pau-brasil foi um movimento artistico lançado no brasil em 1924, por Tarsila e Oswald de Andrade. O movimento exaltava a inovação na poesia, o primitivismo e a era presente, ao mesmo tempo em que repudiava a linguagem retórica na poesia. Convivem dialeticamente o primitivo e o moderno, o nacional e o cosmopolita, sendo ideologicamente a raiz do Movimento Antropofágico. As preocupações principais do movimento eram: expor ao ridículo as posturas solenes, as formas gastas, a escrita empolada, a sujeição aos modelos europeus (explorar assuntos nacionais), abolir a barreira tradicional entre a poesia e prosa, valorizar a invenção e a surpresa. Esse movimento foi levado ao público com a publicação do livro Pau-brasil escrito por Oswald de Andrade e ilustrado por Tarsila do Amaral (os dois eram casados) e com o Manifesto da Poesia Pau-Brasil.
Carnaval em madureira, 1924, Óleo sobre tela, 76cm x 63cm

O pescador, 1925, Óleo sobre tela, 66 x 75cm

Movimento Antropofágico
Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o ‘Abaporu’. Quando Oswald viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro fantástico. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário Tupi Guarani de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro. Valorizando o nosso país.
Abaporu, 1928, óleo sobre tela, 85 x 73cm

Antropofagia, 1929, óleo sobre tela, 126 x 142cm
Principais características de suas obras

- Uso de cores vivas

- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)

- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil

- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)

Principais obras de Tarsila do Amaral
Caipirinha, 1923, óleo sobre tela, 60 X 81cm

 MORRO DA FAVELA, 1924, óleo sobre tela, 64,5x76 cm

URUTU, 1928, óleo sobre tela, 60x72 cm

A LUA, 1928, óleo sobre tela, 110x110 cm


OPERÁRIOS, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm



Entre outros...



Fonte: SuaPesquisa.com, Tarsila: site oficial, PinturaBrasileira.com, Blog: Modernismo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sobre: Anita Malfatti

Anita Malfatti foi uma das maiores artistas brasileiras. Nasceu em são paulo, em 02 de dezembro de 1889 e faleceu na mesma cidade, em 06 de novembro de 1964. Filha de pai italiano e mãe norte-americana e neta de alemã.
"Anita Malfatti"
Sua primeira obra foi “burrinho correndo”, de 1909. Após a família ter peço para que ela copiasse uma capa de uma revista estrangeira de assuntos de agricultura. Então ela copiou com todo cuidado e capricho, e assinou com seu apelido de família “Babynha”.

"Burrinho correndo"
Desde cedo teve contato com a arte, aprendeu a pintar com sua mãe, que era professora de pintura. Com a morte de seu pai, foi incentivada a estudar na Europa, em 1910, na Alemanha, onde entrou em contato com um novo estilo de pintura, o expressionismo, que veio a partir do artista Lowis Corinth, com quem iniciou suas aulas.

"Um professor"
Na volta para o Brasil, a sua primeira obra foi uma pintura de seu irmão, onde já percebemos traços expressionistas, em 1914, Anita expõe trabalhos que desenvolveu na Alemanha.
"Meu irmão Alexandre"
Como nasceu com um problema em sua mão direita, pintava com a esquerda. Foi para o Estados Unidos, muito incentivada, para aprimorar sua tecnica, torna-la mais suave, que não funcionou. Teve seu primeiro contato com o mordenismo lá. Uma de suas principais obras, da temporada americana, foi “O Farol”.
"O Farol"
Em 1917, Anita Malfatti, faz uma exposição que entrou pra história. Mostrando os trabalhos realizados no Estados Unidos, dá o ponta pé inicial ao modernismo brasileiro. E foi daí que ela recebeu uma enorme crítica de Monteiro Lobato, que era muito apegado aos padrões estéticos, que antes de criticar Anita, criticou a arte moderna.
"Embora se deem como novos, como precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu como a paranoia e a mistificação.
De há muito que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando­se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios.
A única diferença reside em que nos manicômios essa arte é sincera, produto lógico dos cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas zabumbadas pela imprensa partidária mas não absorvidas pelo público que compra, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo tudo mistificação pura.
Todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem da latitude nem do clima"  
Monteiro Lobato

Em 1922, junto com seu amigo Mario de Andrade, participou da Semana de Arte Moderna. Ela fazia parte do Grupo dos Cinco, integrado por Malfatti, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia. 

"Tropical"
Entre os anos de 1923 e 1928 foi morar em Paris. Retornou à São Paulo em 1928 e passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie até o ano de 1933. Em 1942, tornou-se presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1933 e 1953, passou a lecionar desenho nas dependências de sua casa.

Suas principais obras foram: 
- A boba
- As margaridas de Mário
- Natureza Morta - objetos de Mário
- A Estudante Russa
- O homem das sete cores
- Nu Cubista
- O homem amarelo
- A Chinesa



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Minha Deriva

No sábado, parti para minha atividade de deriva, em que o objetivo é, não ter objetivo, você caminhar sem um destino exato, só "dando uma volta". Em minha deriva, fiz dois trajetos, um em que a chegada foi no Shopping Pátio Marabá, e a outra no Supermercado. No primeiro, fui a caminho do campus I, da UNIFESSPA, que no caminho até lá, sempre me marca a grande ladeira que eu vejo todo dia, a seguir, vejo o local onde pego o ônibus da universidade para ir ao campus III, da UNIFESSPA, ao chegar ao campus I, encontro alguns amigos, e recebo o convite para irmos ao Shopping, daí, vamos todos caminhando até lá, passamos pela rotatória, depois, pela casa da cultura, onde lembro que fizemos a apresentação de um seminário, no fim do segundo semestre, e caminhando um pouco mais chegamos ao Shopping. No segundo trajeto, saio de minha casa, e desço a rua, pego um atalho que sempre utilizo para ir ao supermercado, neste atalho, passo por um beco, que fica entre duas casas, depois passo por uma ponte, que fica sobre um córrego, logo depois subo uma enorme ladeira, e passo por um grande prédio em construção, chego a praça, que fica atrás da prefeitura, e depois fico no supermercado.
Nessa atividade, percebi que se prestarmos mais atenção em nossos caminhos habituais, podemos perceber varias coisas, que antes não havíamos percebido, e esses pequenos detalhes despercebidos, fazem uma grande diferença, por exemplo, o prédio ao qual passei, tentando olhar para o topo dele, percebi o quanto é alto, e que ao seu lado fica um grafite de um beija-flor, junto a palavra "Liberdade", pequenas coisas que nos marcam e fazem grande diferença. 

Trajetos feitos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Performance

A Realização da performance foi algo bem diferente, uma coisa totalmente nova pra mim, que consistia em fazer um tipo de "manifesto" para determinado assunto. O nosso assunto foi sobre o esquecimento do nosso curso, mostrar o quanto nosso curso foi, e é, deixado de lado, ignorado. Em nossa performance ficamos de pé sobre lixeiras, mostrando onde o curso de Artes Visuais é muitas das vezes colocado. Tentando assim mostrar que ainda estamos ali, continuando em frente apesar do pouco.
Aqui um vídeo da nossa performance: