quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sobre: Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Nasceu na cidade de Capivari (interior de São Paulo), em 1 de setembro de 1886.

Tarsila
Tarsila do Amaral teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, o que não resultou para a artista em amarras estéticas ou imposições formais. Muito pelo contrário, a formação acadêmica só reforçou a singularidade da cultura popular brasileira para Tarsila. 
É essa cultura que seria reinterpretada e redescoberta à luz do modernismo brasileiro. Tarsila do Amaral é peça chave do movimento modernista, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia. 
AUTORRETRATO (MANTEAU ROUGE), 1923, óleo sobre tela, 73x60,5 cm

Tarsila fez mais de 270 quadros entre os finalizados, inacabados e os dos últimos anos. O número não é grande para quem viveu 86 anos. Mas ela mesma se dizia preguiçosa e sabemos que era extremamente perfeccionista.
A NEGRA, 1923, óleo sobre tela, 100x80 cm

No final da década de 1920, Tarsila criou os movimentos Pau-Brasil e Antropofágico. Entre as propostas desta fase, Tarsila defendia que os artistas brasileiros deveriam conhecer bem a arte europeia, porém deveriam criar uma estética brasileira, apenas inspirada nos movimentos europeus.

Movimento pau-brasil
O movimento pau-brasil foi um movimento artistico lançado no brasil em 1924, por Tarsila e Oswald de Andrade. O movimento exaltava a inovação na poesia, o primitivismo e a era presente, ao mesmo tempo em que repudiava a linguagem retórica na poesia. Convivem dialeticamente o primitivo e o moderno, o nacional e o cosmopolita, sendo ideologicamente a raiz do Movimento Antropofágico. As preocupações principais do movimento eram: expor ao ridículo as posturas solenes, as formas gastas, a escrita empolada, a sujeição aos modelos europeus (explorar assuntos nacionais), abolir a barreira tradicional entre a poesia e prosa, valorizar a invenção e a surpresa. Esse movimento foi levado ao público com a publicação do livro Pau-brasil escrito por Oswald de Andrade e ilustrado por Tarsila do Amaral (os dois eram casados) e com o Manifesto da Poesia Pau-Brasil.
Carnaval em madureira, 1924, Óleo sobre tela, 76cm x 63cm

O pescador, 1925, Óleo sobre tela, 66 x 75cm

Movimento Antropofágico
Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o ‘Abaporu’. Quando Oswald viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro fantástico. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário Tupi Guarani de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro. Valorizando o nosso país.
Abaporu, 1928, óleo sobre tela, 85 x 73cm

Antropofagia, 1929, óleo sobre tela, 126 x 142cm
Principais características de suas obras

- Uso de cores vivas

- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)

- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil

- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)

Principais obras de Tarsila do Amaral
Caipirinha, 1923, óleo sobre tela, 60 X 81cm

 MORRO DA FAVELA, 1924, óleo sobre tela, 64,5x76 cm

URUTU, 1928, óleo sobre tela, 60x72 cm

A LUA, 1928, óleo sobre tela, 110x110 cm


OPERÁRIOS, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm



Entre outros...



Fonte: SuaPesquisa.com, Tarsila: site oficial, PinturaBrasileira.com, Blog: Modernismo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sobre: Anita Malfatti

Anita Malfatti foi uma das maiores artistas brasileiras. Nasceu em são paulo, em 02 de dezembro de 1889 e faleceu na mesma cidade, em 06 de novembro de 1964. Filha de pai italiano e mãe norte-americana e neta de alemã.
"Anita Malfatti"
Sua primeira obra foi “burrinho correndo”, de 1909. Após a família ter peço para que ela copiasse uma capa de uma revista estrangeira de assuntos de agricultura. Então ela copiou com todo cuidado e capricho, e assinou com seu apelido de família “Babynha”.

"Burrinho correndo"
Desde cedo teve contato com a arte, aprendeu a pintar com sua mãe, que era professora de pintura. Com a morte de seu pai, foi incentivada a estudar na Europa, em 1910, na Alemanha, onde entrou em contato com um novo estilo de pintura, o expressionismo, que veio a partir do artista Lowis Corinth, com quem iniciou suas aulas.

"Um professor"
Na volta para o Brasil, a sua primeira obra foi uma pintura de seu irmão, onde já percebemos traços expressionistas, em 1914, Anita expõe trabalhos que desenvolveu na Alemanha.
"Meu irmão Alexandre"
Como nasceu com um problema em sua mão direita, pintava com a esquerda. Foi para o Estados Unidos, muito incentivada, para aprimorar sua tecnica, torna-la mais suave, que não funcionou. Teve seu primeiro contato com o mordenismo lá. Uma de suas principais obras, da temporada americana, foi “O Farol”.
"O Farol"
Em 1917, Anita Malfatti, faz uma exposição que entrou pra história. Mostrando os trabalhos realizados no Estados Unidos, dá o ponta pé inicial ao modernismo brasileiro. E foi daí que ela recebeu uma enorme crítica de Monteiro Lobato, que era muito apegado aos padrões estéticos, que antes de criticar Anita, criticou a arte moderna.
"Embora se deem como novos, como precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu como a paranoia e a mistificação.
De há muito que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando­se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios.
A única diferença reside em que nos manicômios essa arte é sincera, produto lógico dos cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas zabumbadas pela imprensa partidária mas não absorvidas pelo público que compra, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo tudo mistificação pura.
Todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem da latitude nem do clima"  
Monteiro Lobato

Em 1922, junto com seu amigo Mario de Andrade, participou da Semana de Arte Moderna. Ela fazia parte do Grupo dos Cinco, integrado por Malfatti, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia. 

"Tropical"
Entre os anos de 1923 e 1928 foi morar em Paris. Retornou à São Paulo em 1928 e passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie até o ano de 1933. Em 1942, tornou-se presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1933 e 1953, passou a lecionar desenho nas dependências de sua casa.

Suas principais obras foram: 
- A boba
- As margaridas de Mário
- Natureza Morta - objetos de Mário
- A Estudante Russa
- O homem das sete cores
- Nu Cubista
- O homem amarelo
- A Chinesa